Os lados

De um lado a tristeza e sensibilidade pela morte de pessoas conhecidas e jovens, que não mereciam a morte trágica, não que alguém mereça, mas eles estão próximos a mim.

Do outro lado a alegria, eis que nasce mais um menino para a alegria da família, os olhos do pai brilham apenas de falar de como é seu filho, a avó não consegue nem falar ao telefone de tanto que ri.
A alegria ao telefone ao receber a noticia de mais um nascimento e ao mesmo tempo a tristeza de ter perdido pessoas que eram importantes para muitos ao meu redor.
Fica um intervalo em mim entre esses dois fatos tão próximos, paro e fico olhando o nada, pensando em como é irônica a vida, seria justo ter uma idade certa para morrer? E se tivesse qual seria?
Há uns dois anos atrás um amigo me disse que já que todos nós vamos morrer, que morresse jovem e fazendo algo que gostasse, queria morrer feliz.
Os amigos que morreram, morreram felizes, não sei se só isso basta para consolar quem fica, mas nos dá uma sensação de alivio.
Como diz Renato Russo: “... Vá com os anjos! Vá em paz...”
Mas olhando com atenção, nasceu um bebê e morreu outro bebê, olha que perfeição da vida, uma perfeição irônica, mas não deixa de perfeito.


...Eu continuo aqui,

Com meu trabalho e meus amigos...

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